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  • Foto do escritorMariele Hertha

Câncer e Saúde Mental: Como lidar com os Tratamentos?

Médica e paciente de câncer sorrindo para a foto

Terapias antineoplásicas e medicações antidepressivas podem apresentar influências recíprocas.


Ao receber o diagnóstico de câncer durante o tratamento psiquiátrico ou desenvolvimento de quadro depressivo e/ou ansioso em decorrência da situação, a prioridade é verificar se haverá interações medicamentosas.



Vamos a um exemplo:


O metabolismo hepático de fármacos utilizados no tratamento do câncer de mama, incluindo tamoxifeno, entre outros, é realizado pelo sistema do citocromo P450.


Os antidepressivos de segunda geração são também metabolizados no fígado pelo mesmo sistema enzimático.


Por vezes, o uso concomitante de agentes que inibem ou induzem as isoenzimas envolvidas na biotransformação de antidepressivos específicos pode resultar em interações relevantes, com aumento da toxicidade ou na redução dos níveis séricos dos agentes antineoplásicos.


Já o potencial de interação é menor com antidepressivos como o citalopram, escitalopram, venlafaxina, mirtazapina, mais seguros no tratamento dos pacientes com câncer de mama.


Tenha em mente que cada diagnóstico de câncer merecerá uma análise criteriosa do psiquiatra.


O medicamento psiquiátrico deverá estar alinhado com a terapia oncológica.


Não abandone, por conta própria, um tratamento psiquiátrico por causa de um diagnóstico de câncer.


Consulte sempre um psiquiatra competente.



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